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Olhares de respeito para as infâncias em tempos de pandemia

Já são de nosso conhecimento as inúmeras reinvenções realizadas pelas escolas, para o atendimento das crianças e adolescentes, em propostas remotas. Propostas que são possibilitadas por meio de estratégias diferenciadas  que vão se alterando a partir dos retornos e diálogos com todos os envolvidos. Afinal, falamos do lugar da Educação, da necessidade de nos reinventarmos sempre! Principalmente e urgentemente agora! Falar da Educação para as Infâncias, principalmente para a primeira infância, tem sido um desafio diário, mas que foi assumido pelo CFIC desde o primeiro momento do distanciamento social. Sempre trabalhamos com a ideia de respeitar essa fase e as suas singularidades, sem antecipar situações futuras, focando no desenvolvimento saudável e respeitoso, de acordo com as proposições legais para a faixa etária.

Dessa forma, inicialmente, situações brincantes, com objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, foram enviadas para as famílias, para que as crianças desenvolvessem experiências lúdicas e interativas. Essas escolhas foram pautadas a partir do olhar para as experiências concretas, reais e significativas, seguindo o raciocínio que reflete a aprendizagem na educação infantil, por meio de dois eixos norteadores, das brincadeiras e das interações. Logo depois, reinventando novos passos, em tempos incertos e cada vez mais desafiantes, novas ações foram tomando conta do cotidiano, com vídeos feitos pelos professores, com o intuito de continuarmos sendo presença na vidas das crianças, realizando a necessária manutenção de vínculos e afetos das relações já construídas, além, claro, de sempre possibilitar aprendizagens, por meio de histórias, músicas e brincadeiras divertidas. Famílias, em suas novas reorganizações, foram convidadas a organizar essa nova rotina, em seus tempos e ritmos diferenciados.Ainda escutando as famílias e percebendo o movimento das infâncias, optamos por continuar mesclando situações, ora com vídeos gravados, ora com lives, para termos ainda mais um contato direto, reinventado possibilidades de estarmos juntos. 

Em nossa rotina, possibilitamos também lives de convivência (com mais de uma turma), lives das turmas, de grupos pequenos e lives individuais, para somar nas singularidades específicas das crianças. Temos enviado ainda vídeos, textos, links, e-books e outros materiais que ajudam as famílias a otimizarem a relação com a criança nesse período de distanciamento. Toda essa organização curricular, por meio de experiências concretas, diferenciadas para esse segmento da educação, potencializa o desenvolvimento infantil, ao respeitar os seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento propostos pela Base Nacional Comum Curricular, cientes da importância da criança conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se.

O CFIC, infinitamente, vem buscando diálogos e estudos para promover essa relação a distância, com situações pedagógicas e intencionais a cada prática pedagógica sugerida, envolvendo um trabalho minucioso da equipe de reflexão, seleção, organização, planejamento e monitoramento.Acreditamos, dessa maneira, que família e escola, juntas, precisam confiar que o currículo da educação infantil não é, no momento, uma adaptação para a educação a distância, e sim, um currículo excepcional, no qual as famílias abraçam o momento, acolhendo as situações significativas, pensando sempre no desenvolvimento pleno da criança. Novas ações em caráter de excepcionalidade, sim, mas de respeito sempre!

Importante, para o momento, é possibilitar situações significativas reais e concretas, potencializando as brincadeiras nas aprendizagens diárias, que envolvem as inúmeras relações que a criança vivencia com a família, acompanhada de escutas sensíveis e olhares atentos, compreendendo quais são as aprendizagens essenciais para a vida da criança. É tempo de acreditar na importância de uma rotina livre e brincante, com elementos estruturados e não estruturados, com a presença de elementos naturais, sempre permeados pela linguagem do brincar. É tempo de investirmos nas memórias afetivas deste momento, já visualizando os novos desdobramentos para o acolhimento do retorno, continuando um trabalho de respeito à vida de todas as infâncias.

O CFIC sempre prioriza o olhar para o sujeito-criança! Olhares de respeito, ações de compromisso e escolhas competentes.


Por Fabiana Costa Gonçalves
Coordenadora da Educação Infantil

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