Reprimir afetos em tempos de pandemia



Reprimir afetos em tempos de pandemia

Com base no senso comum e dados estatísticos, há informações de que o povo brasileiro é afetuoso, distribui abraços e beijos como forma de carinho e acolhimento. Essa teoria pode ser corroborada pelos dados da pesquisa veiculada no jornal O Povo, para 62% dos entrevistados, o carinho é fundamental em suas vidas. Apenas 28% das pessoas ouvidas durante o levantamento deram este mesmo status ao dinheiro.

Diante da pandemia decretada pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que assola os países indiscriminadamente com a Covid-19, doença infectocontagiosa provocada pelo novo coronavírus, medidas de prevenção e proteção estão sendo disseminadas pela mídia e órgãos da saúde. Claro que é sempre melhor prevenir do que remediar, portanto, as medidas profiláticas ainda são a melhor forma de conter o avanço da doença que pode ser letal.

Entretanto, a Psicologia afirma que abraços, contatos diretos são formas de fortalecer o sistema imunológico, porque durante o abraço, os hormônios responsáveis por combater infecções no organismo são liberados, deixando o corpo mais resistente às doenças.
Um hormônio especial, chamado oxitocina, mais conhecido como hormônio do amor, também é amplamente liberado durante o abraço, proporcionando uma sensação de prazer e bem estar físico e emocional, assim como uma forte sensação de segurança.
Porém, os dados alarmantes sobre o Covid-19 fazem-nos repensar hábitos culturais característicos da população brasileira. Assim, é preciso aderir às medidas de proteção contra o vírus, lembrando que um sorriso pode substituir os abraços, os contatos diretos até que a situação esteja sob controle. Não há motivo para pânico, mas uma forma de ajudar a combater a doença é fazendo a  nossa parte.
Por ora, economizemos no abraço, aperto de mão ou beijos, mas abusemos do sorriso, da empatia, da solidariedade, afinal, sorrir pode afastar qualquer forma de discriminação ou preconceito em nossa sociedade. 

Que em meio às preocupações e medos de contágio, os motivos para sorrir sejam maiores do que os que nos façam chorar o tempo sombrio pelo qual o mundo está a passar. Lembremo-nos de que tudo passa, e essa pandemia também vai passar.

Sabe-se que a afetividade no campo educativo é vista como um vínculo, laço que une professor e aluno, uma contribuição para romper limites e promover a aprendizagem. A afetividade possui grande importância no processo ensino aprendizagem, é com um bom relacionamento entre professor e aluno  que acontece uma aprendizagem satisfatória. A Psicopedagogia defende a importância da afetividade no desenvolvimento emocional e cognitivo do educando.
Tão importante quanto as metodologias de ensino usadas no cotidiano escolar é o espaço que o afeto ocupa na construção do conhecimento, afirmam alguns teóricos da psicologia do desenvolvimento, como Piaget, Vigotski e Wallon.

Nessa perspectiva, o Colégio Franciscano Imaculada Conceição sempre preconiza o espaço escolar como fomentador das  metodologias ativas, desenvolvimento socioemocional e intelectual de seus alunos. É  por isso que os professores têm criado e desenvolvido  projetos com os alunos. Projetos esses que extrapolaram os muros da escola, das nossas casas, permitindo que nesse momento atual vislumbremos uma nova escola que surge, mas para o Colégio Franciscano Imaculada  Conceição,  é apenas continuidade de práticas pedagógicas que são empreendidas com seus alunos em todos os segmentos da instituição.

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